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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Os bons pais e os bons professores

Uma leitora deste blogue achou de muito mau gosto eu escrever que os melhores pais estão com os professores. Compreendo e lamento a indignação da senhora, mas mantenho o que afirmei.

Há décadas que os governos europeus, incluindo o português, andam a fazer tudo o que podem para transformar a Escola Pública numa fábrica de mão-de-obra barata. Quem está por dentro do sistema, como os professores, está farto de saber isto. Quem está por fora talvez não o saiba, até porque estas políticas não são daquelas que se façam às claras.

Mas se algum pai sabe disto e se conforma, não pode ser um bom pai. Um bom pai não aceita ver os filhos condenados a uma vida inteira de pobreza e escravidão.

5 comentários:

Teodoro disse...

é isso meu caro, sem tirar nem pôr. A prolongação do tempo de permanência dos alunos na escola, a 'encher pneus', serve apenas para sobrar tempo aos pais para serem mais alienados. A escola precisa de oferecer mais aos alunos. Sim. Ballet, teatro, valores de cidadania e urbanidade, círculos de leitura, debate...

Elisabete Neves disse...

Mais uma vez de acordo.
Se os pais percebessem que ter um diploma não significa, necessariamente, estar preparado como pessoa e como potencial trabalhador, não poderiam deixar de estar contra as políticas deste Ministério. Que, se formos a ver, apenas continua as já seguidas pelos anteriores.
Piores do que aqueles que não têm preparação para entender, são aqueles que se deixam levar por belas palavras e floreados encobridores dos malefícios dessas políticas.

Safira disse...

Não só concordo, como defendo essa posição. É evidente que os bons pais desejam o melhor para os filhos. Esta escola não é de maneira nenhuma o melhor para os filhos de ninguém, nem para os filhos daqueles que estão contra os professores.

NÃO PODEMOS BAIXAR OS BRAÇOS, A LUTA CONTINUA!!

Abraço solidário,

Safira

Isabel disse...

Senhores, o PREC tem mais de 30 anos, mudem de linguagem, please.

José Luiz Sarmento disse...

Cara Isabel, não quero assustá-la, mas sinto que vem aí um PREC comparado com o qual o de há 30 anos foi um piquenique... E não vai ser só em Portugal.