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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eles têm interesses, nós temos uma causa

A escola deles destina-se (Maria de Lurdes Rodrigues dixit) a "qualificar". A escola deles serve para que os jovens das classes baixa e média baixa adquiram as competências instrumentais que o mercado requer para o País ser "competitivo". Na escola deles, as Ciências, as Artes, as Letras, a Filosofia são luxos para quem os possa pagar. A escola deles é tecno-burocrática, está ao serviço da oligarquia e é, no sentido mais literal do termo, profundamente reaccionária.

A nossa escola destina-se a ensinar e a aprender. A nossa escola é civilizadora. Na nossa escola, todos, mas mesmo todos, têm de ter acesso ao melhor que a nossa civilização tem para dar. Pode ser que a maioria não não queira chegar lá - mas todos têm que ter essa possibilidade. Na nossa escola, as Ciências, as Artes, as Letras, a Filosofia são um património irrenunciável de todos. A nossa escola está ao serviço da República. A nossa escola permite a formação de elites, mas, ao contrário da deles, não aprisiona as pessoas em castas.

Contra as OCDE's, contra os Sócrates, contra as Marias de Lurdes Rodrigues, contra as burocracias ministeriais, a nossa escola é um ideal pelo qual vale a pena lutar: com sacrifício, com esforço, com perseverança, com inteligência e com coragem. Durante décadas, se for preciso. Recorrendo até à desobediência civil, porque mesmo a legitimidade conferida pelo voto fica invalidada quando a governação se faz, conscientemente e como é actualmente o caso, em detrimento da República.

Muito antes de ser uma organização do Estado, já a Escola era uma instituição da Sociedade. Defendê-la-emos por todos os meios ao nosso alcance, se necessário contra o próprio Estado. E se os inimigos da Escola Pública e Republicana jogarem sujo, também nós seremos capazes de o fazer.

4 comentários:

meneves@sapo.pt disse...

Muito bem! É isso mesmo.
Gosto muito do que escreve. É preciso começar a falar claro.

Anónimo disse...

Totalmente de acordo.

Luís Ferreira

marta disse...

Tudo o que estas "cabecinhas pensantes" pretendem é uma mão-de-obra muito barata e subserviente (competitividade através de baixos custos de produção). Vão submeter a Educação às leis de mercado (assentando em premissas erradas), ao serviço do capital, cujo objectivo máximo é o LUCRO. Pelas leis de mercado, só terão acesso a cursos de excelência os meninos oriundos da classe possidente, pois o PREÇO regula as leis de mercado e, assim, a Escola cumprirá o seu papel na reprodução social: à Escola Pública está reservado o papel de fazedora de mão-de-obra indiferenciada, basta, para tanto, ver as ofertas que o ME lhe vai impondo

João Soares disse...

Confortou-me ler o seu texto.
Convido-o a visitar e ler as últimas postagens no Bioterra.
Um abraço