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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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domingo, 12 de agosto de 2012

Eleições americanas

Em 24 horas, Barack Obama perdeu a vantagem que as sondagens lhe davam há vários meses sobre Gordon Gekko Mitt Romney e está agora um ponto percentual abaixo. Claro que isto é efeito da escolha de John Galt Paul Ryan para a segunda posição no ticket republicano, e passado o primeiro abalo é possível que as sondagem estabilizem perto dos números anteriores.

O que muda a partir de agora é a natureza do debate. Já não serão as políticas de Obama contra o carácter de Gekko Romney, mas uma visão do mundo contra outra que já não esconde a sua génese fundamentalmente anti-humana.

A Bain Capital, que formatou as competências executivas de Gordon Gekko Mitt Romney, continuará a vir repetidamente à baila; mas de agora em diante, pela própria presença de John Galt Paul Ryan, num ambiente assombrado pelos vultos de Ayn Rand, William Hickman e Ludwig von Mises. Não serão confortáveis como companheiros de campanha.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Disney, Rand, Reagan e Thatcher

Tem sido frequentemente observado que no mundo de Walt Disney não há pais e filhos, só tios e sobrinhos. Isto pode explicar-se pelo extremo puritanismo de Disney: onde não há pai nem mãe, não cabe imaginar o que eles fazem quando estão sozinhos um com o outro. Há também a interpretação psicanalítica: eliminado o complexo de Édipo, nenhuma contestação à autoridade pode radicar no inconsciente. E há finalmente a explicação política: o mundo de Disney é a ilustração da utopia de Thatcher e Reagan. É um mundo sem Estado: a unidade política é a cidade. É um mundo em que as famílias, reduzidas a colecções arbitrárias de indivíduos, não se coordenam para formar uma Sociedade. Sem Sociedade e sem Estado, resta o Mercado totalitário: toda a obediência, toda a deferência e toda a protecção da Lei (porque apesar de tudo há polícias) são devidas ao Tio Patinhas ou ao seu rival Patacôncio, que por sua vez não respondem perante ninguém. É o mundo de Ayn Rand, que nunca teve filhos nem nunca os poderia ter tido sem se destruir como consciência viável. A actual preeminência do Tea Party, ou a incompreensível cegueira do BCE, representam bem o triunfo desta truncada representação do Mundo.

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