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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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sábado, 10 de março de 2012

DEBT: THE FIRST 5,000 YEARS



Excerto (tradução minha):

Na realidade, o que é notável na afirmação "temos que pagar as nossas dívidas" é o facto de ela não ser, mesmo de acordo com a teoria económica ortodoxa, verdadeira. Espera-se de quem empresta que aceite um certo grau de risco. Se todos os empréstimos, por mais idiotas que fossem, fossem recuperáveis - se não houvesse leis sobre as falências, por exemplo - os resultados seriam desastrosos. Que incentivos teria quem empresta para não fazer empréstimos estúpidos?

A maior parte das pessoas acredita honestamente que num contrato de empréstimo a responsabilidade é toda do devedor. Isto parece-lhes óbvio porque põem a questão em termos morais. Mas se a questão se pusesse em termos morais, a cobrança de juros seria imoral por definição - um juro que não remunerasse um risco seria uma forma de enriquecimento ilícito. Neste livro, David Graeber desmonta as ideias do senso comum sobre a dívida e mostra como todas as sociedades humanas, desde a antiga Suméria até aos dias de hoje, lidaram com a responsabilidade dos credores nos planos económico, legal e moral.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Uma sugestão para o Governo Grego

Não para o actual, que foi nomeado pela troika e acredita piamente na flagelação e na penitência como caminho para o Paraíso neo-liberal. Mas para o que resultar das eleições previstas para a próxima primavera, se se realizarem (já há partidos que pedem o seu adiamento para 2013 como condição para aprovar mais austeridade).

O montante da dívida de guerra da Alemanha à Grécia é superior ao montante da dívida pública grega. Pode assim o Estado grego emitir títulos sobre a dívida alemã e dá-los em pagamento da sua própria dívida. Aos credores não será dado o direito de recusar: ou recebem os títulos pelo seu valor facial, ou a dívida é unilateralmente anulada pelo Estado grego em nome do Povo Soberano.

Os títulos que sobrarem serão colocados no mercado e vendidos pelo preço que este determinar, sendo o produto da venda aplicado num programa de investimentos públicos.

Problemas para a Grécia? Piores que os que ela já tem, é difícil.

Problemas para a Alemanha? Claro: em vez de lidar com um credor fraco passará a ter que lidar com vários credores fortes. Mas com os problemas da Alemanha pode a Grécia bem.