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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Vou-me repetir

Os problemas do ensino em Portugal são legião, mas a montante deles todos estão apenas três: incivismo endémico, burocracia gigantesca, pedagogia delirante.

5 comentários:

Range-o-Dente disse...

Parece-me que o incivismo é algo resultante dos delírios, mas também me parece que o incivismo vai alimentando os delírios.

Se calhar há uma bola de neve.

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José Luiz Sarmento disse...

Infelizmente as três coisas funcionam em sinergia: uma sinergia negativa, ou um círculo vicioso.

Catarina disse...

...e está tudo dito. Segue-se: como faremos frente às três desgraças?

José Luiz Sarmento disse...

Cararina:
Temos algumas armas. Ao incivismo, faremos frente pela prática da tolerância zero: em relação a nós próprios, em relação aos alunos e em relação aos pais. Se temos falhas, temos que as assumir e corrigir em vez de inventar desculpas para elas: mas também não podemos aceitar desculpas para o aluno que se porta mal, que perturba a aula, que chega atrasado, que falta ou que não traz o material. Nem para o encarregado de educação que tem imensos problemas, trabalha muito, nunca tem tempo e acha que por isso se pode demitir da educação dos filhos.
À burocracia faremos frente devolvendo à procedência, com correcções a vermelho, todas as leis, circulares, ofícios, directivas, inquéritos, etc. que não se apresentem numa linguagem clara, concreta, exacta, racional e correcta.
À pedagogia delirante faremos frente não a praticando, e aproveitando os formulários de auto-avaliação para explicar as razões exactas desta opção.

Range-o-Dente disse...

"Nem para o encarregado de educação que tem imensos problemas, trabalha muito, nunca tem tempo e acha que por isso se pode demitir da educação dos filhos."

Aqui é que a porca torce o rabo. A dimensão da coisa tornou-se gigantesca. Gigantesca, cheira a votos. E votos, só se deitam fora em democracias bem sedimentadas: aquelas em que não se trocam votos pela hipoteca do futuro.

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