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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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domingo, 30 de dezembro de 2007

Eça de Queiroz e o BCP

Tenho andado com o projecto de deixar de ler durante uns bons meses e começar a reler. Dei início a este projecto com «Os Maias» e em boa hora o fiz, porque encontrei logo na página 127 a maneira de me pronunciar (tardiamente embora) sobre um assunto que imperdoavelmente desleixei: a crise, ou a sucessão de crises (não sei bem) no BCP.
Não houve autor de blogues que não postasse sobre isto: só eu, não. Isto, é certo, por ignorância; mas se a ignorância não foi desculpa para tantos outros, porque haveria de ser para mim? Deste remorso, a que me condenava a minha negligência, veio salvar-me o velho Eça com estas palavras aladas:

Mas o marquês, a isto, lançou-se em considerações pesadas. Estimava que o Ega se atirasse; e via aí um facto de represália social, por o Cohen ser judeu e banqueiro. Em geral não gostava de judeus; mas nada lhe ofendia tanto o gosto e a razão como a espécie banqueiro. Compreendia o salteador de clavina, num pinheiral; admitia o comunista, arriscando a pele sobre uma barricada. Mas os argentários, os Fulanos e C.ª faziam-no encavacar... E achava que destruir-lhes a paz doméstica era acto meritório!

Cá estava, pela pena de Eça, o meu comentário! Na elite do capital financeiro português há-de haver certamente, hoje como no século XIX, homens com mulheres bonitas. Isto sugere-me uma linha de acção que eu, infelizmente, por já não ter idade e não viver em Lisboa, não posso pôr em prática; mas não se arranjará por aí um novo João da Ega que semeie na nossa alta finança, num propósito ornamental e morigerador, a esplêndida floresta de cornos que ela tão extremadamente merece?

Se houver, o país agradece; e as mulheres dos nossos banqueiros mais mediáticos certamente que também.

3 comentários:

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Aqui tem a prova do que disse no seu post anterior! :)

on disse...

Caro JSL,
a sede do BPI é na Rua Tenente Valadim, 284 – 4100-476 PORTO:

Um bom ano!

José Luiz Sarmento disse...

Caro ON,

Quer dizer que no que respeita o BPI, ao menos, este seu amigo está geograficamente habilitado para a nobre empresa!

Etariamnente, hélas, é que não. Mas se não surgir cavaleiro mais moço, e se você me prometer que me acompanha na cruzada, pode ser que ainda me decida a arrancar do corpo um derradeiro ímpeto...