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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"Guns beat Green: The Market Has Spoken"

"In other words, solving real problems is hard, but turning a profit from those problems is easy."

Esta frase vem quase no fim do artigo publicado ontem em The Nation por Naomi Klein. O título é o mesmo deste post. Para quem acha que os mecanismos do mercado vão resolver os problemas ambientais recomenda-se a leitura.

3 comentários:

Range-o-Dente disse...

Não li ainda o artigo, mas parece-me que ...

"Para quem acha que os mecanismos do mercado vão resolver os problemas ambientais recomenda-se a leitura."

... há fortes razões para se suspeitar que o mercado se está a preparar para resolver problemas ambientais que não existem ou, dito de outra forma, estão a ser inventados problemas ambientais com a exclusivo motivo de pôr, sobre rodas, 'um' mercado.

Talvez se esteja a criar 'um' mercado dependente das invenções dos salvadores do ambiente. Quem será que vai lucrar com ele? O mercado, ou os salvadores do ambiente? Em qualquer caso, quem está mais à margem da moral (da ética, o que se queira): o mercenário, ou o contratante?

Chapedala,
RoD

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José Luiz Sarmento disse...

Tudo depende de saber se todos os problemas ambientais alegados alegados existem na realidade, se nenhum deles existe, ou se uns existem e outros não. É questão de se ver caso a caso.

Eu sei que está montada nos Estados Unidos, com extensões em todo o mundo, uma gigantesca operação de propaganda negacionista em relação a um problema ambiental específico, que é o aquecimento global. Se formos ver quem são os representantes dos dois lados da questão, veremos que grosso modo o consenso em relação ao aquecimento global antropogénico é suportado pelas universidades e pelos cientistas mais reputados e independentes, enquanto a posição contrária é sustentada pelos think tanks, o que deixa um leigo como eu na posição ingrata de adjudicar uma disputa científica sem ter competência para o fazer.

Na falta desta competência, tenho que escolher com base na credibilidade das fontes; e é óbvio que os think tanks são muito menos credíveis a priori, tendo em conta os interesses de quem os financia.

Porém, mesmo no caso improvável de os negacionistas terem razão no que toca o aquecimento global, há outros problemas que nem eles se atrevem a pôr em causa, como por exemplo a extinção de cada vez mais espécies animais e vegetais.

Ou seja: que há problemas ambientais no mundo, há, quer sejam todos os que têm sido alegados, ou só alguns deles. O que está em causa neste artigo é se o mercado será suficiente para os resolver ou se será necessária uma intervenção política.

Range-o-Dente disse...

Parece que por aqui se vai desenrolando um drama: o de se ir tornando evidente que há um problema a resolver em relação à credibilidade das fontes:

http://www.climateaudit.org/

Eu também acho que é um drama porque me começa a parecer em demasia que, para que muitos possam ganhar algum dinheiro, tudo vale.

Voltarei logo que possa.

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