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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Intersecções de interesses


Precisamos dos sindicatos, mas não podemos deixar que sejam eles a ditar as regras do jogo. Temos que ver muito bem onde é que os interesses deles se intersectam com os dos professores, onde se intersectam com os do Ministério e onde se intersectam com os dos partidos (que não incluí no esquema acima para não complicar).

8 comentários:

Anónimo disse...

Brilhante.

Abraço.

Paulo Prudêncio.

com senso disse...

Muito interessante.
Para além da dialética natural que separa empregados e patrões, no caso dos professsores ao serviço do Estado, deveriam as partes ter sempre presentes que:
1. O ensino é o fulcro essencial do progresso e portanto quem está no ensino presta um serviço público, que é dos mais nobres e importantes da sociedade.
2. O facto do serviço público ser importante não tem que significar que quem o presta se tenha que sujeitar a tudo, que seja um escravo.
3. Os sindicatos são importantissimos e não se devem arranjar mecanismos que levem à sua destruição. O Estado, ou os Patrões em geral precisam de interlocutores fortes e representativos, sob pena de se cair na anarquia. Nisso o Estado deveria ser o primeiro a dar o exemplo e respeitar ao máximo as organizações com quem dialoga.
4. Por último os professores têm direito a lutar pelos seus interesses, mas não podem largar aos olhos da opinião pública a sua pele de pedagogos! Têm que colocar nas suas intervenções, imaginação, dignidade, firmeza e espirito cívico.

setora disse...

Gostei do esquema. A visão, no que toca ao governo-ME, parece-me perfeita.

Anónimo disse...

Entre o ME e os professores a intersecção é um conjunto vazio?
Não creio ... é o único senão que aponto a este excelente trabalho.

Abraço,

João Medeiros

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

João, também já pensei nisso, e de facto é um ponto a corrigir.

Abraço.

quink644 disse...

Muito bom... Quanto à questão anterior a alteração a fazer é simples, é colocar uma seta entre os itens 3 dos profs e do ME...

Anónimo disse...

Falta um dos factores mais importantes e decisivos: o sistema produtivo-financeiro, que determina em última instância as orientações essenciais para a política educativa (mafia política financeira e burocracia europeia) .

Na zona de intersecção entre o Estado e os "Professores" podemos considerar os agentes que actuam no âmbito e no estrito cumprimento das directrizes do Estado e que se assumem como verdadeiras correias de transmissão da política governamental.

Nesse sentido, existe e existirá sempre uma parte dos professores que privilegiará as ligações com o poder dominante e que fará disso a sua missão na escola.

Anónimo disse...

Acho que o único ponto de intersecção entre o ME e os professores é o salário que (ainda) nos pagam.