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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Porque vou à manif do dia 15 e não à do dia 8

1. Porque a convocatória para a do dia 15 foi feita antes, e portanto a convocatória feita mais tarde para o dia 8 só pode ter tido o propósito de a esvaziar.

2. Porque não gosto que quem me representa tenha outras obediências e outros compromissos.

3. Porque a Plataforma Sindical tem medo que qualquer movimentação massiva que ela não controle crie as condições para que se funde uma Ordem dos Professores, eventualidade esta que os sindicatos nela filiados andam há décadas a tentar desesperadamente impedir.

4. Porque neste aspecto o que a Plataforma não quer coincide exactamente com o que eu quero.

5. E acima de tudo porque, quando olho para os nomes da gente da Plataforma, encontro demasiados "especialistas em educação" que andam há décadas a saltar das burocracias sindicais para a burocracia ministerial e da ministerial para as sindicais.

23 comentários:

Rui Baptista disse...

Um análise lúcida e perfeita num mar revolto de opiniões desconexas...

Hurtiga disse...

As suas razões são exactamente iguais às minhas!
Se não se importa, vou linkar no "Sinistra"...
Bem haja pela coerência!

Anónimo disse...

Concordo consigo colega.

Bombista suícida disse...

Tem razão em tudo o que diz. Ainda assim, uma pergunta inofensivo: Quem mandou a rapaziada dos blogues ir enfiar-se na boca do lobo? Quem os mandou ir negociar com a plataforma? Quem os mandou dizerem "nim"? Que tirou, afinal, força à manifestação do dia 15?
Agora, caro colega, só nos resta engolir o sapo, ou seja, ir no dia 8.

Anónimo disse...

Bingo!
Até 15.
Carlos Félix Fernandes

Joaquim Simões disse...

"E acima de tudo porque, quando olho para os nomes da gente da Plataforma, encontro demasiados "especialistas em educação" que andam há décadas a saltar das burocracias sindicais para a burocracia ministerial e da ministerial para as sindicais."

É... E veja lá o que seria a Ordem com eles lá dentro. Ou pensa que uma Ordem poderia negar a entrada a "especialistas"?

José Luiz Sarmento disse...

Uma Ordem teria tanta ou mais necessidade de especialistas (sem aspas) do que têm o Ministério ou os Sindicatos. Mas pode perfeitamente negar a entrada a "especialistas" (desta vez com aspas). Basta que estabeleça critérios. E um desses critérios pode ser que ninguém é especialista se não for professor no activo...

pedro-na-escola disse...

Gosto particularmente desse critério de "especialidade efectiva"... :-)

Voto nele.

Aliás, não compreendo como é que alguém que não lida diariamente com alunos e pais, dentro de uma escola, pode ter peneiras de opinar e dissertar, de forma convicta e sabida, sobre Educação!.. (leia-se Educação nas escolas)

Anónimo disse...

De acordo até ao ponto 5 ... vejo lá muitos nomes com décadas da matéria mas especialistas a ensinar ou a ensinar a ensinar ... nem por isso.

A ir, vou dia 15. Aliás, vou na véspera para assegurar transporte e tempo para os amigos e colegas.

Cordialmente,
M.

Anónimo disse...

Estou totalmente de acordo, com todos os pontos. O 5), também, e especialmente.
Exactamente, por ter sido, durante anos dirigente sindical, sem nunca estar dispensada em sindicato e nunca ter usufruido das benesses do cartão, que ainda preservo, simplesmente, para puder ter a "Moral" de dizer umas verdades, umas boas verdades ...(etc).
Aliás, ao longo destes anos, tenho seguido de muito perto outros dirigentes sindicais, de todos os sindicatos de professores, que me relatam topo o tipo de "histórias" que dão conta que o "virús" se instalou em todos eles.
Infelizmente, afirmo-o e confirmo-o.
Um dos melhores sindicalistas que conheci, daqueles de soar a camisola, preferiu, para total tristeza minha, nesta fase crucial, optar por prados mais verdejantes. Fiquei muda. Foi, ainda, nesta fase conturbada, o obreiro da Plataforma Sindical.

A.

António Duarte disse...

A leitura deste post deixou-me com algumas dúvidas, que talvez o seu autor possa esclarecer:

1. Pode garantir-me que entre as pessoas que convocaram a manifestação de 15, nenhuma tem “outras obediências e outros compromissos”?

2. Sabia que a plataforma sindical inclui sindicatos que têm entre os seus objectivos a criação da ordem dos professores? Por exemplo, a “Pró-Ordem”?

3. Acredita que numa luta colectiva de uma classe com perto de 150 000 profissionais é possível fazer coincidir exactamente aquilo que um deles quer com o que todos querem?

4. Exemplos de gente que “saltou” dos sindicatos para o ME, há muitos. Essa é fácil. Mas consegue indicar-nos nomes de pessoas que tenham passado de cargos políticos no ME para os sindicatos?

Joaquim Simões disse...

"E um desses critérios pode ser que ninguém é especialista se não for professor no activo..."

Fazendo novamente o papel de advogado diabo, diria que esse é, sem dúvida, um critério indispensável. Mas não penso que com ele, por si só, se conseguisse impedir significativamente a entrada de diferentes e múltiplas aspas.

Anónimo disse...

Bingo!
Até 15.
C. Félix. F.

Anónimo disse...

E no entanto, no momento político/sindical/laboral actual não há outra solução inteligente senão a de integrar a manifestação de 8/11, por motivos óbvios!!!
Saudações
Elias

quink644 disse...

Esta vou-ta roubar, quer queiras quer não... Consegues sintetizar as coisas de uma forma espantosa...
Não me leves a mal... A origrm será mantida.

Safira disse...

Olá colega Sarmento!

Estive consigo no encontro do Pragal, onde tive o prazer de o conhecer...

Porque as minhas razões, são exactamente as mesmas que descreve nesta sua mensagem, vou dia 15.

Estou de acordo consigo. Uma ORDEM faz-nos muita falta!

Se me permite, vou linkar, para o meu blogue, Escola do Presente.

Até dia 15!

Saudações,
Safira

Jose Simoes disse...

Desculpem, como podem dar tantas opiniões e não saber que as "duas" manifestações foram fundidas numa só há mais de uma semana ????

José Simões

Anónimo disse...

O 1.º post ignora completamente a citação em epigrafe.

Pedro Homem Melo disse...

Pois os enfermeiros também pensavam que a OE fazia muita falta ....fez falta a quem sempre andou de mão dada (directa ou indirectamente)com o poder porque todos os amigos e amigos dos amigos estão lá, menos os enfermeiros que trabalham no duro... esses estão na rua da amargura!

Anónimo disse...

Irei (SÓMENTE) a 15.

Porque sou "Professora".

anahenriques

Alexandre Corrupto disse...

só agora tive o prazer de visitar o seu blog. Comento este artigo em Particular, porque vai de encontro ao que eu digo desde início (não sou professor). É também, o primeiro blog de um docente, que leio a dizer isto.

é exactamente como cita: Descemos a um ponto tal que a reafirmação do óbvio é o primeiro dever dos homens inteligentes - George Orwell

parabéns e continuação de um bom trabalho.

José Luiz Sarmento disse...

Caro Pedro Homem Melo:

Não sei como funciona a Ordem dos Enfermeiros. Se funciona bem, isso é bom para os enfermeiros e para o país; se funciona mal, é mau.

O que eu vejo, quando olho para a ordem dos médicos, é que não vejo nela nenhum quadro que não exerça, ou não tenha exercido recentemente, a profissão de médico. Quando olho para a Ordem dos Advogados não vejo ninguém, entre os seus dirigentes, que não exerça ou não tenha exercido recentemente a profissão de advogado.

É isto que desejo para a Ordem dos Professores - como o desejo também para a Ordem dos Enfermeiros e para a dos Jornalistas, que não há mas devia haver.

Porque, a não se cumprir esta condição, a Ordem será efectivamente uma inutilidade ou, pior do que isso, mais um clube de senhores importantes.

Tudo tem os seus perigos, a Ordem dos Professores também, e vamos ter que os ter em conta quando a fundarmos.

Anónimo disse...

Enquanto os PROFESSORES não expulsarem da classe...os mercenários...terão de fazer greves, obedecer a sindicatos e aturar a ministra...

Ser professor não é um emprego...
Ensinar é uma paixão...
Os maus professores têm de sair do sistema de uma vez por todas...
O professor não é um funcionário público...
Há muito tempo que os professores batoteiros já não deviam ser pagos pelo erário público...
Os maus professores prejudicam demasiado os bons professores...