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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Delírios

Katharine McKinnon: A violação é uma instituição social pela qual os homens, todos os homens, mantêm as mulheres, todas as mulheres, em estado de subjugação política.

Andrea Dworkin: Todo o acto sexual que envolva penetração da mulher pelo homem é uma forma de violação.

Maria de Lurdes Rodrigues: Facilitismo é chumbá-los.

Eu: Já estamos habituados a ser governados por facínoras; já estamos habituados a ser governados por bárbaros; mas temos mesmo que ser governados por doidos varridos?

13 comentários:

Nan disse...

O primeiro parece delírio, mas não é. Pense lá bem... Claro que daí a deixarmos que isso nos domine, vai um bocado grande...

José Luiz Sarmento disse...

Parece delírio e é. Faz exactamente o mesmo sentido que dizer: As falsas acusações de violação são uma instituição social pela qual as mulheres, todas as mulheres, mantêm os homens, todos os homens, em estado de subjugação política.

Anónimo disse...

Ri a bom rir. Obrigado.

Abraço.

Paulo Prudêncio.

Um sugestão: ao inserir um comentário tenho de copiar as letras anti-spam. Não pode tirar isso? Só a título de curiosidade, acho que esse esquema, o de copiar as letras, claro saiu da 5 de Outubro.

Anónimo disse...

Ri a bom rir. Obrigado.

Abraço.

Paulo Prudêncio.

Um sugestão: ao inserir um comentário tenho de copiar as letras anti-spam. Não pode tirar isso? Só a título de curiosidade, acho que esse esquema, o de copiar as letras, claro saiu da 5 de Outubro.

Nan disse...

Sim, não deixa de ter razão... alguma pelo menos. Ah, e quanto à interrogação do final do post, se não era retórica, parece que agora, para se ser governante, é preciso acumular - facínora e bárbaro e doido varrido. É assim um 3 em 1!
PS - As letras anti spam cada vez são mais!

dissidentex disse...

Obviamente que não temos que ser governados por doidos varridos

Range-o-Dente disse...

Doidos, sem serem varridos. Varridos, já não seriam problema.

:-)

Chapelada!

.

J Francisco Saraiva de Sousa disse...

Sim, a primeira afirmação tem suporte empírico suficiente na psicologia evolutiva. Não é uma questão de opinião; é um facto comprovado interculturalmente e biologicamente. As ilações políticas são outro assunto...

Anónimo disse...

Pedido de Divulgação.

Para Divulgar…!

COMUNICADO DA REUNIÃO DE MOVIMENTOS DE PROFESSORES

A APEDE - Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino, o Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia e o MUP - Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores, reunidos em 31 de Maio de 2008, depois de analisarem as políticas educativas empreendidas pelo actual Governo e a consequente resposta por parte dos professores, decidiram reiterar a sua oposição a essas políticas, designadamente as que estão patentes no Estatuto da Carreira Docente e nos decretos de Avaliação do Desempenho e de Gestão Escolar.

Apelam a todas as formas de resistência dos professores, individuais ou colectivas, que assumam uma dimensão de escola, agrupamento ou conjunto de escolas, exprimindo a rejeição destas política e declaram também, em consequência, o seu apoio activo e solidariedade a todos professores e a todas as escolas que decidam contrariar a sua aplicação.

Apelam, finalmente, a todos os professores, associações, sindicatos e outras entidades, para que dêem corpo a este esforço conjunto de contestação a estas gravosas medidas que, atentando contra a democracia na escola e perturbando o seu funcionamento, põem em causa a escola pública.

MUP - Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores
A APEDE - Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino
Movimento Escola Pública, Igualdade e Democracia

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/06/comunicado-da-reunio-de-movimentos-de.html

anahenriques

Ferreira, Luís Manuel Silva disse...

De facto parece que os que nos governam nem sequer são seres humanos Até parece que eles se esquecem que existem pessoas.
temos que resistir e intervir para que as coisas mudem, eu já estou a fazê-lo através da literatura. Já editei dois livros que irei passar a falar.
A vida e os horizontes da mudança - livro com treze contos cujas temáticas são todas da fase contemporânea e as localidades onde eles se passam todas portuguesas.
Os doze rapazes - uma novela, precedida por um pequeno prefácio, os quais poderão servir de reflexão sobre assuntos polémicos e actuais na escola como como a indisciplina, a avaliação dos professores, o Estatuto da Carreira Docente, o vilipendiar os professores, etc.
Um docente desempregdo deixou tudo e foi para muito longe dar aulas, lá foi muito mal tratado pelo Presidente do Conselho Executivo, pela população e pelos alunos, sobretudo por uma turma de doze rapazes repetentes que faziam mil e uma coisas na sala de aula.
Cada vez é mais difícil ser professor e agora que o ME burocratizou a carreira. E criticou ferozmente os docentes para os humilhar perante a opinião pública.
Numa altura em que sabemos que existe um grande ataque à escola pública, por isso, se fizeram estas medidas, tudo para que as pessoas cheguem à conclusão que as escolas privadas é que são boas, elas que iriam provavelmente impedir muitos meninos de frequentar a escola e muitos docentes - ainda que de qualidade - de lá poderem leccionar por motivos fúteis e insignificantes.
O que se está a passar em Portugal na educação e não só, em que os trabalhadores não vêem recompensado o seu esforço, pelo contrário são ameaçados com congelamento de carreiras, salários e despedimentos podem colocar em risco a própria coesão social.
Dizem que é por causa do défice e da crise internacional, mas se um dia as coisas melhorarem, quem trabalha continua a ficar na mesma, ao invés iremos ver à mais concentração de riqueza e de propriedade, o que pode causar nas pessoas a revolta e aí sim poderão surgir conflitos graves.
Neste momento, os meus livros estão à venda na loja online da Ecopy www.macalfa.pt/ecopy - livrarias Leitura e lojas Ecopy no Porto, Byblos e Apolo 70 em Lisboa, Americana (para a semana) em Leiria e Infante no Funchal.
Eu também vendo pessoalmente ou à cobrança. Novas livrarias que queiram vender os meus livros são sempre bem-vindas.
Mais informações sobre mim e os meus livros em: www.osdozerapazes.page.vu - www.daescritaaleitura.blogspot.com - www.falandodalingua.blogspot.com
ou no site da editora Ecopy: www.macalfa.pt/ecopy ou http://ecopy.macalfa.pt

Luís Ferreira

Sílvia Fernandes disse...

Quem os elegeu, que os aguente...
Nunca voto em maiorias.

Miguel Madeira disse...

A respeito da tese de Katharine McKinnon, está aqui um argmuento interessante a favor:

http://radgeek.com/gt/2008/05/16/women_and/

José Luiz Sarmento disse...

Caro Miguel Madeira:

O argumento é interessante, com efeito, mas não me convence. O autor pode ter razão quando diz que a violação, mesmo quando cometida por uma minoria de homens, contribui para a criação duma "ordem espontânea" que impede as mulheres de se comportarem sempre e em todas as circunstâncias como se fossem homens. E como parte da premissa, que não examina, que elas têm, naturalmente e em absoluto, este direito, conclui muito naturalmente que esta ordem espontânea é "maligna".
Mas se levasse o seu raciocínio à sua consequência inevitável, o autor teria de concluir que a única coisa que se pode opor a esta ordem espontânea maligna é uma ordem artificial "benigna" - na qual, por exemplo, as penas pelo crime de violação se agravem até ao ponto da barbárie; em que a definição legal de violação se alargue até ao ponto do absurdo; e em que as regras da prova e da presunção de inocência se relaxem até ao ponto de qualquer mulher que tenha um bom advogado poder mandar qualquer homem para a prisão (onde a primeira coisa que provavelmente lhe acontecerá será ser violado) durante décadas.
E é precisamente isto que tem acontecido. Não há praticamente mês nenhum em que não tenhamos a notícia de um suposto violador ser libertado ao fim de anos na prisão por se ter provado a sua inocência. E se considerarmos o medo dos media de fugir ao "politicamente correcto", podemos bem suspeitar que estes casos são em número muito maior do que é relatado.
Diz o autor que as feministas radicais nunca disseram que todos os homens são violadores; mas então, como explicar que a afirmação de McKinnon tenha sido proferida (provavelmente como auto-citação, não sei) no contexto duma entrevista em que lhe tinha sido pedido um comentário sobre a libertação de um homem cuja inocência se tinha provado ao fim de vários anos? Como não concluir que McKinnon está perfeitamente à vontade com a aplicação de uma pena bárbara a um inocente pelo único crime de ser homem (e portanto culpado duma espécie de pecado original contra s mulheres)?
É por isso que eu escrevo, parafraseando McKinnon: "As falsas acusações de violação são o meio pelo qual as mulheres, todas as mulheres, mantêm os homens, todos os homens, num estado de subjugação política".
E aqui não se trata duma ordem espontânea, mas duma ordem artificial. Maligna, pois claro.