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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

The Coming Insurrection



Acabo de encomendar
este livro. Glenn Beck, da Fox News, disse dele: "This is quite possibly the most evil thing I've ever read." Que recomendação poderia ser melhor do que esta?

4 comentários:

Adriano Silva disse...

Olá, tenho lido bastante seu blog e gostei muito, também tenho um blog que disponibiliza cursos e apostilas gratuitas, bostaria de saber se podemos trocar links, eu colocar seu link no meu blog e você colocar meu link no seu blog


meu blog é www.icursosonline.com


caso haja interesse, me avisa por favor

grato e muito sucesso sempre

abraços

on disse...

Muito me espanta que os jovens a quem a nossa geração e a anterior convenceu que a vida era fácil não tenham ainda começado a partir montras e incendiar carros.
Estariam no seu direito.
Não vejo é como é que alguma insurrecção possa resolver os nossos problemas.

francisco oneto disse...

Caro José Luis Sarmento
Já passei os olhos pelo livro, na diagonal, e não vi nada de novo que não se pudesse resumir ao velho slogan “morte ao estado, à polícia e ao capital.
A apologia das comunas, das zonas temporariamente autónomas e de explorar o máximo possível de formas de "sair do sistema", não vai muito mais longe do que propôs Raoul Vaneigem. Aqui a apologia da violência é subtil e torna-se anacrónica, parecendo mais uma tentativa pífia de legitimar a acção de uns jovens exaltados armados de pedras e cocktails molotov para partirem montras de bancos e lojas de fast food (que morte estúpida e injusta, a dos dois funcionários que tiveram o azar de estar dentro do banco quando passou a turba em fúria, em Atenas)

Veja um exemplo:
«Take up arms. Do everything possible to make their use unnecessary. Against the army, the only victory is political There is no such thing as a peaceful insurrection. Weapons are necessary; it's a question of doing everything possible to make using them unnecessary. An insurrection is more about taking up arms and maintaining an "armed presence" than it is about armed struggle. We need to distinguish clearly between being armed and the use of arms. We ap􀆘ns are a constant in revolutionary situations, but their use is infrequent and rarely decisive at key turning points: August 10th 1792, March 18th 1871, October 1917. When power is in the gutter, it's enough to walk over it. Because of the distance that separates us from them, weapons have taken on a kind of double character of fascination and disgust that can be overcome only by handling thein. An authentic pacifism cannot mean refusing weapons, but only refusing to use them. Pacifism without being able to fire a shot is nothing but the theoretical formulation of impotence. Such a priori pacifism is a kind of preventive disarmament, a pure police operation. In reality, the question of pacifism is serious only for those who have the ability to open fire. In this case, pacifism becomes a sign of power, since it's only in an extreme position of strength that we are freed from the need to fire».

Triste insurreição, a que nos propõe o comité invisível. Por mim, prefiro a abordagem gandiana, pois a que o livro propõe vejo-a, muito sinceramente, como mais uma das mil faces da besta, entreabrindo a porta ao fascismo e à barbárie radical. Mas, aguardarei pela sua análise sempre lúcida e inspiradora.

Saudações cordiais

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Caro Francisco Oneto, como disse no post, ainda não li o livro. Se tenho curiosidade de o ler, é porque considero a opinião de Glenn Beck sobre ele uma boa recomendação e porque as recensões que li apontam para a filiação em Vaneigem e Debord, autores que muito admiro.

Diz você que o livro faz a apologia da violência e procura legitimar a acção de jovens armados de pedras e cocktails molotov. Acredito que assim seja; e se é assim eu sou contra essa apologia e contra essa legitimação, e isto por duas razões: porque sou contra a violência (excepto em condições bem definidas como as que se enumeram na Declaração de Independência dos EUA), e porque receio que esta, a verificar-se, venha como há oitenta anos das extremas-direitas nacionalistas, criando assim tiranias ainda piores que a tirania neoliberal.

Mas uma coisa é não preconizar a violência, outra é não a prever e não estar preparado para ela. A violência gera violência; e a violência gratuita que a "austeridade" neoliberal está a exercer sobre os povos da Europa não poderá deixar de suscitar reacções que não serão nem meigas nem, infelizmente, necessariamente racionais.

O que admiro em Vaneigem e Debord não está tanto nas suas propostas como nas suas análises: ninguém, antes deles ou depois deles, examinou tão exaustivamente e de forma tão rigorosa as decorrências da teoria da alienação de Karl Marx. "A Sociedade do Espectáculo" de Debord resistiu ao teste do tempo e pode ser lido como se tivesse sido publicado este ano e não em 1967. (É curioso notar que as publicações mais recentes têm despertado um interesse no mundo anglo-saxónico que não despertaram há 40 anos).

Si vis pacem para bellum: esta talvez seja uma leitura mais ingénua que a sua do passo que transcreveu; mas não deixa por isso de ser um bom conselho.