...............................................................................................................................................

The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
....................................................................................................................................................

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Prémio de Mexia

Breve episódio televisivo: António Mexia, interrogado sobre o prémio de gestão que lhe tinha sido atribuído, não viu nenhum mal nessa atribuição. Se o premiaram, foi porque mereceu; e se mereceu, foi porque a empresa ultrapassou os objectivos definidos.

Foi ele sozinho que conseguiu isto? - Perguntei-me eu.

Mas entretanto a notícia prosseguia. Apertado pelos jornalistas, não se lembrou de melhor argumento do que uma dos mais velhas armas (e mais repelentes) do arsenal da demagogia: "vestiu a camisola" da empresa e insinuou que a crítica que lhe era feita era um insulto às 12.000 pessoas que trabalhavam nela.

Nesta altura veio-me à cabeça a frase de Samuel Johnson: Patriotism is the last refuge of a scoundrel.

E há os tais 12.000 trabalhadores. Todos eles contribuíram, certamente, em maior ou menor grau. para que os objectivos da empresa fossem ultrapassados. Será que também eles receberam prémios? E se não receberam, porquê?

6 comentários:

Josefina Maller disse...

Pois é, mas o Mexia "mexeu-se" bem, e os 12.0000 trabalhadores trabalharam, apenas.

donatien alphonse françois disse...

Prémio merecido era uma bala.

Josefina Maller disse...

Donatien, uma bala era demasiado bom para punir tal criminoso. Penso que se lhe tirassem os milhões e o incluíssem entre os 12000 trbalhadores, para trabalhar a sério, seria uma óptima lição.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

A grande questão política do nosso tempo é que a desigualdade económica atingiu proporções tão obscenas que já não pode ser justificada pelos argumentos neoliberais do mérito e do incentivo.

É antes uma questão de força nua e crua: quem tem poder político apropria-se de tudo e quem não o tem é expropriado.

Carlos Ricardo Soares disse...

Em meu modesto e leigo entender, essas histórias de prémios a gestores e executivos de grandes "cotadas" são descaradas e escandalosas estratégias de tesouraria para "subtrair" uns milhões largos aos pequenos accionistas, lá, lá, lá, lá, lá... e ao Estado...e fazerem pouco das pessoas que trabalham...

Josefina Maller disse...

Ora nem mais... caro Carlos Ricardo Soares.Estamos num mundo em que é vergonhoso trabalhar. Roubar é preciso, para subir na vida e ter cotação social. Que pobreza franciscana!