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The aim of life is appreciation; there is no sense in not appreciating things; and there is no sense in having more of them if you have less appreciation of them.


..........................................................................................................Gilbert Keith Chesterton
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O Gonzalez também já marchou

Alberto Gonzalez, o procurador-geral dos EUA. O homem que tem a cabeça tão imunda que mandou cobrir as estátuas da fachada da procuradoria, porque estavam nuas. O homem que se serviu do seu cargo para tentar ajudar Bush na sua tentativa de golpe de Estado anti-democrático e anti-constitucional - tentativa essa que ainda está em curso e ainda não foi derrotada.
Falta o Cheney, que é o pior de todos. E a Rice, mas essa sem o resto do bando não vai a lado nenhum.

domingo, 26 de agosto de 2007

Início de aulas

As aulas vão recomeçar e acho que em 32 anos de carreira nunca comecei um ano lectivo tão desmotivado e tão descrente como agora. O estatuto que me rege manda-me executar as políticas educativas do governo mesmo que delas discorde - e discordo, visceralmente. Não encontro nada que me motive, nem nos fundamentos filosóficos desta política - se é que os tem - nem nas "tarefas" e "actividades" fúteis e irrisórias que me são atribuídas em vez de ensinar, nem no formalismo das reuniões, nem na burocracia da gestão, nem no projecto educativo pré-formatado em cuja definição devo supostamente participar, nem em nada.
O que eu quero é reformar-me. Mais oito anos a arrastar a minha descrença pelas salas de aula, e a contagiar com ela, mesmo sem querer, os meus alunos - eis o que me pesa como uma condenação.
Pelo crime de sempre ter querido ser professor.

sábado, 25 de agosto de 2007

Ora cá está a "obra-prima"

Agora é só esperar que seque, ir fazendo um ou outro retoque que o continuado olhar para ela vá sugerindo, e envernizar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

E de repente faltou-me a paciência

No dia marcado cá me chegou o sétimo e último volume do Harry Potter, mas só agora o comecei a ler. Tenho andado a ler pouco, de resto, tem sido tudo pintura e internet.

Por falar em pintura, já comecei com os óleos. Eliminei aquela arquitectura do cenário, que estava horrível, corrigi a cor da cara, que agora já está com um aspecto natural e saudável, e já só tenho um problema com a saia que sei como vou resolver mas tenho que esperar que o que fiz hoje seque um pouco.

Voltando aos livros: as férias foram quase todas ocupadas com a releitura de Terry Pratchett. Acabei o Hogfather e a seguir acho que vou entrar outra vez numa fase de ler os clássicos. Tenho ali na estante a Ilíada na tradução de Frederico Lourenço: espero lê-la com o mesmo prazer com que li a Odisseia. A escrita em verso pela qual Lourenço optou não dificulta a leitura, antes pelo contrário: o leitor só tem que encontrar o ritmo e depois é só seguir embalado, sem esforço, quase sem pensar...

Exagero. Não se pode ler sem pensar. Mas há ritmos que ajudam...
Mas para já vou ler o Harry Potter. Quase por obrigação: se li os seis anteriores e gostei, era o que faltava não ler o sétimo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

De acrílicos, já está.


A partir de agora vou trabalhar com pastéis de óleo e tintas de óleo. Optei por não pôr nenhum colar, só brincos, pulseira e anel no dedo do pé. A cara tem uma cor pouco natural e pouco saudável, mas isso resolve-se mais facilmente com os óleos do que com os acrílicos. O canto inferior esquerdo ainda não está como eu quero, mas com acrílicos já não consigo fazer mais nada. A saia é muito vermelho num lugar só, tenho que fazer ecoar esse vermelho noutro lugar - talvez na iluninação do canto superior esquerdo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A seguir é a saia

Já fiz o canto superior direito e ficou bem, mas ainda não o fotografei. O corpo ficou quase perfeito só com os acrílicos, provavelmente quase não vou usar óleos nele. Depois da saia vou tratar do canto inferior direito e quanto aos acrílicos a pintura fica pronta.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Começa a ver-se o que vai ser

No que respeita os acrílicos, os pés já estão prontos e a saia quase. O passo seguinte é sombrear a parte nua do corpo com uma mistura de vermelho inglês e terra sombra natural.

O que não me está a agradar mesmo nada é o fundo. Precisa de ficar muito mais escuro à esquerda e as paredes e o chão não podem ficar tão desenhadas. Mas só vi isto depois de pintar a saia, é claro.

O cinto não vai ficar assim pintalgado. Às pintas roxas vou acrescentar amarelas e depois pintar por cima em tons de vermelho, laranja, amarelo e rosa de modo a que as pintas, vistas à transparência, não façam mais do que sugerir uma textura.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Nova pintura (fases 4 a 6)


Na quarta etapa passei uma velatura (camada de tinta transparente) azul ultramar sobre o fundo e uma velatura em vermelhão sobre toda a figura, incluindo corpo, cabelos e saia. O objectivo é fazer sobressair a figura, tanto mais que no canto superior esquerdo tenciono dar igual claridade ao fundo e à figura.


Agora trata-se de incluir duas grandes massas em diagonal de modo a acentuar a direcção do movimento. No canto interior esquerdo incluí uma grande massa escura e no canto superior direito, na direcção do olhar da dançarina, uma grande massa clara.


Fiquei com um problema: a composição não me agrada; tem demasiado espaço dos lados, sobretudo à direita, e faltam-lhe linhas verticais e horizontais que estabilizem o conjunto e moderem o dramatismo do fundo, que está a ficar excessivo. Desenhei um chão e duas paredes e aproveitei para incluir linhas de fuga que apontam para o ventre da dançarina (o que constitui uma batota: a verdadeira linha do horizonte é mais acima). A parte nua do corpo está pintada de amarelo nápoles vermelho e as paredes da mesma cor.

domingo, 19 de agosto de 2007

Nova pintura: as três primeiras fases

Primeira fase: um desenho que me agrade. Este foi composto a partir de três fotografias, duas encontradas na net em sites destinados a fornecer modelos para artistas, e uma tirada por mim. A imaginação também interveio nesta fase. De notar que se trata de um verdadeiro desenho e não de um esboço.
A segunda fase consistiu em pintar tudo duma só cor, usando acrílico transparente aplicado à trincha. Porquê uma só cor? Porque assim, quando chegar à fase dos óleos, vou poder usar as cor que quiser sem comprometer a unidade subjacente. Porquê o roxo? Porque vai ser essa a cor dominante das sombras e dos reflexos da pele, que quero que fique muito branca.


Nesta terceira fase pintei as zonas de luz com acrílico branco diluído na água que utilizei na fase anterior para lavar os pincéis. Corrigi assim os estragos feitos ao passar a trincha molhada sobre o crayon (que esborratou um pouco, como eu já esperava) e fiquei com uma ideia de onde vou pôr as principais manchas claras e escuras na próxima fase.
A dançarina vai usar uma saia translúcida azul ultramar - que é um azul arroxeado, mas esta mal vai espreitar por baixo porque sobre ela vai usar mais duas em dois tons de vermelho: um carmim muito saturado e por cima um vermelhão muito aberto, quase alaranjado. Vai usar brincos e pulseiras. Se vai usar colar, ainda não decidi. Em todo o caso o metal será dourado e as pedras serão turmalinas vermelhas.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Não lhe podemos chamar genocídio

Quando as tropas americanas entraram em Bagdad, a primeira coisa que fizeram foi assistir, impassíveis, ao saque dum dos mais importantes museus da humanidade. Antes disso tinham destruído pontes, estradas, indústrias, escolas, hospitais. Depois dispersaram as forças armadas, desarticularam o funcionalismo público e aboliram o partido do governo. Sanearam os tribunais.

Não procuraram interlocutores no Estado iraquiano porque o poder que as enviara era doutrinariamente contra a própria ideia de Estado. Em vez disso falaram com os chefes tribais, com os sumos sacerdotes, com os senhores da guerra, com os barões, com os bandidos. Instalaram a anarquia e a guerra civil.

Agora querem organizar uma espécie de governo e não têm com quem. Querem montar um sistema de saúde mas os médicos emigraram.

E não só os médicos: segundo a Oxfam, 40% dos iraquianos pertencentes às classes profissionais já saíram do país desde a ocupação. Quando os americanos retirarem do Iraque deixarão atrás de si um país sem médicos, sem professores, sem jornalistas, sem juízes, sem técnicos, sem autarcas, sem políticos. Mas com muitos economistas, provavelmente, para lhes ensinarem a gerir a escassez.

No século passado generalizou-se a palavra «genocídio» para designar um crime que, não sendo novo, foi infelizmente característico da época: a tentativa de exterminar uma nação ou uma cultura. O século XXI abriu com outro crime: a destruição de tudo o que organiza uma sociedade e torna possível a vida em comum.

Como havemos de designar este crime? Publicídio? Policídio? Ainda não temos palavras para ele, mas já sabemos dele que é monstruoso.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

domingo, 12 de agosto de 2007

Pinturas (3)

O veredicto geral parece ser que esta pintura não merece que eu invista mais trabalho nela, mas eu ainda não estou com vontade de a largar. Melhorou em relação à versão anterior, ou estragou ainda mais? Os olhos ficaram piores, parece-me, mas os cabelos e a sais melhoraram. Vamos ver amanhã à luz do dia.